Fonte: G1, Jornal Hoje. Disponível em: G1 – Ataques cibernéticos contra empresas crescem em todo o mundo
Por muito tempo, erros de português ou mensagens fora de contexto ajudavam a identificar um golpe digital. Esse sinal está desaparecendo. Com o uso de inteligência artificial, criminosos conseguem hoje escrever como um colega de trabalho, imitar um fornecedor ou reproduzir a comunicação de um banco com precisão suficiente para enganar até profissionais atentos.
Esse é o pano de fundo de uma tendência que vem preocupando especialistas em segurança da informação: o crescimento acelerado dos ataques cibernéticos contra empresas, impulsionado pela mesma tecnologia que companhias de diversos setores vêm adotando para ganhar competitividade.
O que aconteceu?
Segundo reportagem veiculada pelo G1, no Jornal Hoje, ataques cibernéticos contra empresas cresceram globalmente, com criminosos recorrendo cada vez mais a tecnologias modernas para roubar dados e exigir pagamentos das vítimas. Um levantamento de empresa especializada em segurança cibernética, citado na matéria, mostra que os ataques com uso de inteligência artificial aumentaram 89% em um ano, atingindo companhias em 165 países.
A reportagem também aponta que, em junho, o Brasil ocupou a terceira posição mundial em registros de ransomware, ataque em que criminosos sequestram dados e cobram resgate para devolver o acesso.
Um dos fatores citados para explicar esse avanço é a forma como a inteligência artificial elimina barreiras que antes dificultavam o trabalho dos criminosos, como o idioma. Com ferramentas de IA, é possível produzir mensagens fluentes em português e adaptadas ao contexto brasileiro, o que torna os golpes mais convincentes.
Por que esse caso chama atenção?
Phishing, ransomware e fraudes financeiras não são novidade. O que muda é a escala e a sofisticação com que esses ataques passam a ocorrer. Com processos automatizados, criminosos conseguem produzir tentativas de golpe em massa, personalizadas e com aparência legítima.
A reportagem destaca ainda que o uso de IA torna mais difícil distinguir um ataque de um comportamento de usuário legítimo, já que o tráfego malicioso passa a se misturar ao tráfego convencional dos sistemas. Quanto mais um ataque se parece com uma atividade normal, mais tempo uma empresa leva para identificá-lo.
Quais riscos esse cenário representa para as empresas?
Um ataque bem-sucedido raramente fica restrito à área de tecnologia. Entre os impactos possíveis estão:
- Interrupção de operações, quando sistemas ficam bloqueados;
- Vazamento de dados de clientes, colaboradores e informações financeiras;
- Custos de recuperação, incluindo eventual resgate e restauração de sistemas;
- Danos à reputação da empresa;
- Impacto em parceiros e fornecedores da cadeia de negócios.
Esse último ponto merece atenção. A reportagem menciona que ataques com objetivo financeiro que exploram a estrutura de terceiros, fornecedores e parceiros com menor proteção, cresceram mais de 170%. A segurança de uma empresa depende também da robustez de seus parceiros comerciais.
Esse risco também não é exclusividade de grandes corporações: pequenas e médias empresas armazenam dados sensíveis que despertam interesse de criminosos, muitas vezes por terem defesas mais frágeis.
O que as empresas podem aprender com esse caso?
- A mesma tecnologia usada para otimizar processos está sendo usada por criminosos para tornar ataques mais eficazes;
- Sinais tradicionais de golpe, como erros de linguagem, estão perdendo eficácia;
- A cadeia de fornecedores faz parte do perímetro de segurança da empresa;
- O volume de tentativas de ataque é alto e constante. A reportagem cita ambientes corporativos que registram mais de 100 mil tentativas por hora, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
Como reduzir os riscos de cibersegurança?
- Manter sistemas, softwares e antivírus atualizados;
- Adotar autenticação em múltiplos fatores;
- Realizar backups regulares e testados;
- Capacitar colaboradores para reconhecer tentativas de golpe;
- Monitorar o tráfego de rede em busca de comportamentos anômalos;
- Avaliar o nível de segurança de fornecedores e parceiros;
- Contar com suporte especializado para resposta rápida a incidentes.
Nenhuma dessas medidas é suficiente isoladamente, mas combinadas formam uma defesa mais consistente.
Cibersegurança precisa fazer parte da estratégia da empresa
O cenário descrito na reportagem mostra que a sofisticação dos ataques avança na mesma velocidade da adoção da inteligência artificial pelas empresas. Proteger dados, sistemas e operações precisa fazer parte do planejamento estratégico do negócio, ao lado de decisões financeiras e comerciais.
Ter uma infraestrutura de segurança bem estruturada, com monitoramento constante e capacidade de resposta rápida, faz diferença entre identificar uma tentativa de ataque a tempo ou lidar com as consequências de uma invasão já consumada. Soluções como firewall corporativo, proteção contra ameaças na navegação, mitigação de ataques DDoS e monitoramento especializado 24×7 atuam justamente nessa frente, ajudando a identificar comportamentos suspeitos antes que se tornem incidentes.
A Century oferece soluções de cibersegurança pensadas para empresas que precisam de proteção robusta sem abrir mão da performance de suas operações, incluindo firewall, Internet segura, proteção contra ataques DDoS e suporte especializado com monitoramento contínuo (NOC 24×7).
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Fonte: G1, Jornal Hoje. Disponível em: G1 – Ataques cibernéticos contra empresas crescem em todo o mundo